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Fernando Santos

Nascido a 22 de Novembro de 1938, natural da Póvoa de Alcobaça, desde muito cedo se deparou com os sabores e dissabores que a vida lhe trouxera.

Em 1950, empregou-se no comércio, não tendo oportunidade de prosseguir os estudos, para além dos primários.

Na sua infância e adolescência, vendeu tecido a metro e ajudava numa mercearia, entregando os cabazes de compras às "madames" em suas casas.

Por esta altura os seus sonhos sobrevoavam por um mundo que não teria que ser o seu, mas depressa descobre que se poderia realizar num GRANDE toureiro, começando a frequentar escolas dessa arte, procurando descobrir os segredos da arte que eternizou Manolete.

Com a garra, fé, determinação, desejo, "aficion"... que DEUS lhe deu, nasce o 12º matador de toiros da arte do toureio apeado.

Aos 18 anos, Fernando Santos, já mostrava em frente de rezes bravas, a sua enorme bravura e as excelentes qualidades artísticas, exibindo-se em várias praças portuguesas, sendo visto pelo grande Pepe Luis Vazques, que o protege oferecendo-lhe inúmeras tardes de treino, após ter constatado o seu valor e grande vontade de triunfar perante qualquer perigo que lhe pudesse surgir. Enquanto novilheiro, arrastava atrás de si multidões de admiradores esgotando as praças onde se exibia.

Fernando dos Santos segue rumo a Espanha onde consegue, nas importantes praças, excelentes êxitos onde a experiência o leva a um caminho de sonho... a "ALTERNATIVA". Apadrinhado por Vicente Puzon, sagra-se matador de toiros, em Mérida, no dia 9 de Outubro de 1966. Muitos foram os portugueses que se deslocaram aquela praça para testemunharem o sonho da consagração definitiva.

Na Praça Monumental de Madrid, confirma com enorme êxito a sua alternativa, a 12 de Outubro de 1968, apadrinhado por Adolfo Ávila (El Paquiro).

Após a concretização deste desejo, continuou a sua longa caminhada rumo ao México, obtendo a alternativa mexicana a 22 de Fevereiro de 1970, apadrinhado pelo famoso Miguel Meteo (Miguelin), atingindo o expoente máximo da sua carreira, conseguindo ali chegar ao primeiro plano do toureio mexicano e consagrar-se definitivamente entre as figuras inesquecíveis que pisaram praças mexicanas.

Mas, nem tudo foi um mar de rosas! Logo seguiram-se as incalculáveis cicatrizes que enfeitam o seu corpo, sendo a comprovação de duras cornadas, que para além das dores, são símbolo de muita valentia e bravura de quem se empenha na lide.

Em 1972 regressa a Portugal e inicia um novo capítulo da sua carreira: o de empresário tauromáquico. Contudo não deixou de pisar as arenas, onde continuou a alcançar êxitos sobre êxitos.

Em 1982, empenhamdo-se na valorização e expansão da Festa de Toiros, inaugurou a sua Praça de Toiros em Albufeira, onde organiza inúmeras corridas. É notável o seu esforço, em fazer afirmar as grandes potencialidades da Festa de Toiros como espectáculo de animação turística por excelência. E a prová-lo está o grande número de corridas que vem realizando no Algarve, onde tem obtido inigualável êxito e oferecido, aos muitos milhares de turistas que demandam aquela priviligeada província, um espectáculo de gloriosas tradições.

OLÉ!

* Fotos da inauguração da Praça de Toiros de Albufeira (1982)